quarta-feira, fevereiro 25, 2009

Selinho


Meninas,


Apesar do azedume todo (e de muito doce enfiado pança abaixo!), ganhei um selinho da fofa Flavinha! Obrigada menina!!! No último post eu merecia um troféu abacaxi (noooosssaaaa essa foi da época do Chacrinha! Não que eu me lembre do Chacrinha... absolutamente! minha mãe que deve ter me falado sobre ele, sei lá....)


Vamos lá:


Selinho:

Regra: Esses blogs são extremamente charmosos.

Esses blogueiros têm o objetivo de achar e serem amigos.

Eles não estão interessados em se auto promover.

Nossa esperança é que quando os laços desse troféu são cortados ainda mais amizades sejam propagadas. Entregue esse troféu para oito blogueiros que devem escolher oito outros blogueiros e incluir esse texto junto com seu troféu!






Flávia - http://fla-almeida.blogspot.com/ (ahá, voltou para vc, garota!)

Esposa TPM - http://esposatpm.blogspot.com/ (em homenagem ao garotão que vem aí!)



Já venci a cota de 8 indicações, mas não poderia esquecer minha irmã-gêmea:



***


No mais, estou surtada: estou comendo doces, pães, e mais um monte de coisas! Queria saber o que desencadeou isso... Aliás, não! Não quero saber e tenho raiva de quem sabe.

Não, não vi mulatas lindas na tv. Não vi tv. Não foi isso. Surtei sem motivo aparente. Antes era melhor: eu surtava quando estava com 14 kilos a menos do que estou agora. Agora os estragos são bem maiores...

Tenho saudade do efeito-sanfona. Ele virou agora efeito-estufa. Antes pelo menos eu emagrecia antes de engordar, agora eu já engordo antes de começar a engordar de novo! Affff! (como diz a Alface Crespa rsrsrs). MARDITO CÉREBRO GORDO.


***

Amanhã vou fazer uma entrevista para fazer uma pós de psicanálise. Sabe, desde que eu era criança pequena lá em barbacena (noooosssaaa tô desenterrando uns trecos hoje!) eu sempre adorei psicologia. Aliás, eu era fazoca de Freud e principalmente de Jung, com os símbolos etc... então, como decidi que nunca mais vou estudar nada chato (enquanto eu não precisar), então, agora vou estudar o que sempre tive vontade... Quer dizer, se as finanças permitirem, claro...

Então, amanhã eu vou na entrevista e se eu não sair de lá numa camisa-de-força, então, acho que eu vou fazer o curso.

Já pensou? Um cego conduzindo o outro para o abismo?

Brincadeira, não sei se algum dia vou clinicar (só se até lá eu virar seromano, certo bródis?), mas gostaria mesmo de entender mais sobre isso e depois fazer uma especialização no delicioso Jung (opa! quer dizer, sei lá se o Jung era delicioso, devia mais ser um gordão-bigodudo-charuteiro...)


***


No mais, abraço, e até mais!

domingo, fevereiro 22, 2009

Carnaval, carnaval...
Detesto carnaval. Não tanto quanto detesto natal, mas de um jeito muito diferente. Acho os desfiles insuportáveis, as mulatas feitas em série, as fantasias iguais -plumas na cabeça, penas nas botas, um rabo de pavão + colorido do que o próprio pavão nas costas, carros esfumaçando, gente esfregando a bunda nas câmeras, um monte de fantasias de ombros/cabeça e tapa sexo - caras, bocas, bundas e músicas - exatamante iguais! Uma atrás da outra, um ano após o outro, um século depois do outro! Bloco do Igru: Igualzinho ao Bloco do Tarô que acabou de passar na outra escola, bloco das Columbinas, igual ao bloco das Bailarinas ou das Prostitutas, ou das Donas de casa, ou dos Naipes do baralho ou dos Personagens da vila sézamo que passaram na outra escola... por que todas as fantasias são um punhado de papel alumínio, penas ou suportes de cartolina na cabeça (nossaa... talvez seja outro material, tipo papelão revestido Dalila, por favor! ou lâminas de plástico pintado ou sei lá), amarelas, ou azuis, ou vermelhas sei lá, um biquini por baixo, umas faixas de pano cheias de lanteujolas e um monte de gente anônima embaixo...
E os sambas-enredo? Amazônia, Quilombo, Alegria, É não-sem-quem arrasando na avenida...
Descurpem, ou esse treco está em loop ou é minha paciência que está...

Estou ficando velha. Velha e chata... como naquela música do Raul Seixas:
Ah!Mas que sujeito chato sou eu Que não acha nada engraçado Macaco, praia, carro Jornal, tobogã Eu acho tudo isso um saco...É você olhar no espelho Se sentir Um grandessíssimo idiota Saber que é humano Ridículo, limitado Que só usa dez por cento De sua cabeça animal... E você ainda acredita Que é um doutor Padre ou policial Que está contribuindo Com sua parte Para o nosso belo Quadro social...

***

Fiquei meio absurdada com o Obama enviando mais 17 mil soldados ao Afeganistão... sei não, acho que não entendi nada na campanha...

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Fiz progressiva no cabelo e tirei as sombrancelhas ontem.
O negócio de tirar as sombrancelhas é um problema para mim, pois é a parte de mim que eu mais gosto (e definitivamente não gosto de muitas), mas gosto que elas fiquem bem altas e pontudas, levantadas para cima, sabem?? Jamais, jamais, nuuuunca redondas, arredondadas ou retas... destroem minha vida. E bem, cada vez que marco nesse salão peço para ser uma determinada pessoa, e toda vez é outra, que precisa provar ser tão boa quanto a anterior. E no fim quem fica com cara de palerma sou eu. Desta vez eu expliquei (de novo!) como eu gostava. E no fim é a mesma coisa: não dá, sua sombrancelha é assim... vai ficar muito fina... enfim, desta vez ficou tão fina que estou me sentindo um traveco, sabem que tira uma mega-sombrancelha e o que fica fica mega-estranho, tudo branco em volta e um fiozinho preto no meio? e redondas, ainda... tive que chegar em casa e tentar corrigir, mas já estava uma bosta. Também não gostei da progressiva desta vez, ficou com as pontas esturricadas, espetadas para baixo. Pela milionésima vez, eu não vou mais lá... E as sombrancelhas, vou voltar a tirar eu mesma, pois eu sei como eu gosto e quem tira não quer ouvir, quer fazer o que aprendeu no cursinho...
E meu, não dá para confiar a sua sombrancelha nas mãos de uma pessoa que usa uma sombracelha parecida com um sol nascendo, dá??


Prometi que não iria falar coisas sérias, pois coisas sérias são chatas...

beijos e bom feriado (desculpem pelo mau-humor!).

terça-feira, fevereiro 17, 2009

Olha que foto lindíssima! Vejam como parece uma bruxa olhando para a estrela...


Olá people!

Não tenho muito para falar, então aí vai:

Dieta:
A dieta está indo bem, estou comendo pouco e indo bem até. O único inconveniente é que estou tão absurdamente irritada que constantemente tenho vontade de esganar alguém. Parece que não vou crescer nunca, que vou ser essa pessoa idiota para sempre... que droga. Vou fingir que é efeito das bolinhas para emagrecer...

Por falar em bolinhas, parei de tomar o remédio de memória, aquele que tem o incrível efeito de nos fazer esquecê-lo independentemente de onde está... esqueci inúmeros dias e depois pensei: "puxa, para alguém que não está doente, estou tomando remédios como uma condenada!" Sei lá, uma média de 6 comprimidos por dia! Então abandonei alguns em prol de me sentir mais responsável para comigo mesma...

Exercícios:
Estou curtindo pela primeira vez em muito tempo! Faço 30 minutos de bicicleta lendo meu big "As Brumas de Avalon"- um tremendo capa-dura de 872 páginas (os 4 livros juntos - meio desajeitado para ler). Depois faço os aparelhos em quantidades e séries em número maior do que o mandado pelo teacher e saio de lá melhor do que entrei. Está muito bom. Só não fui sábado e domingo, de resto fui todo dia.

Desisti das aulas de dança do ventre. É mais fácil ensinar elefante a voar do que eu aprender a ser graciosa e fazer "camelos", "bolinhas" e "oitos" sem arruinar milênios de tradição e delicadeza... Acho que estou mais para aprender a ser rambo do que bailarina...

***

Livros:

Vamos ao delicioso "As Brumas de Avalon"

Estou no início ainda, e para quem não sabe, é sobre a história do Rei Arthur, mas vista através dos bastidores, dos olhos femininos que o acompanharam em sua trajetória, suas batalhas, como a busca pelo santo graal, a descoberta da Escalibur, etc. O pano de fundo é a briga religiosa entre os Druidas e os Cristãos, no início do Cristianismo, e que marcou o fim dos Druidas, Celtas etc. É muitíssimo interessante aprender um pouco sobre o poder das mulheres nesta religião - eram elas as sacerdotisas, as mensageiras e representavam a conexão com a Deusa - o Deus que nesta época e nestes conceitos era representado por uma mulher - e é delicioso ver sobre coisas que sabemos mais sem termos isso muito claro como os prenúncios de morte - que hoje falamos em premonições ou quando as retratamos colocamos como a caveira com a foice etc. mas que são considerados meio místicos e imediatamente desacreditados, mas que nestas crenças tinham simbologia natural e de conhecimento simples, como se fosse possível dizer que um homem estava condenado etc.

Também é interessante ver as diferenças enormes das duas religiões - Para os Druídas - a reencarnação as mulheres como suas líderes, os rituais de culto à terra e aos elementos naturais. Nos cristãos, a vida única, a única redenção, a incompatibilidade dos homens desta época de conviver e aceitar outras religiões, o homem como símbolo de santidade - nos sacerdotes, padres etc. e depois o final que hoje conhecemos: o triunfo do cristianismo e a crença druída esquecida nas brumas...

É muito interessante, mas depois quando chega a Guinevere (que tem um outro nome neste livro - Gwenhwyfar) com seu dote - a enorme távola redonda - essa briga começa a encher o saco - de um lado a Morgana, irmã do Rei Arthur e sacerdotisa de Avalon e de outro a Guinevere, Rainha e cristã. Mas até lá tem tempo, até agora está ótimo, estou no livro "A Senhora da Magia", relembrando a história da Igraine e do Uther the Pendragon (obs.: o símbolo do dragão - e o da serpente - para os Druidas significava sabedoria) que serão os pais do Rei Arthur, depois que o atual marido de Igraine (e pai de Morgana) morrer.

É isso, um breve resumo deste primeiro (ih, acho que falei demais...) livro.

***

Filmes:

Assisti "O Nevoeiro" - gostei, vale a pena! Tem um final perturbador. Os monstros não são muito legais (mas os montros nunca são!), mas o interessante de todo o filme é o comportamento das pessoas.
Um nevoeiro invade a cidade e muitas pessoas ficam presas em um supermercado, pois algumas pessoas dizem que existe algo no nevoeiro... Então depois de um tempo alguns têm realmente uma prova de que não será possível sair de lá até o nevoeiro se dissipar e então as pessoas começam a surtar. Cada um de seu jeito, em pouco tempo grupos se formam para combater aquilo de alguma forma e tentar sair do supermercado.

Eu recomendo, vale a pena.

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ahhhh!!! há um milhão de anos a fofa Luzinha me indicou o selinho abaixo! Desculpe Luzinha, demorei uma vida para postar aqui (na verdade achei que já tinha postado! rsrs). Menina, obrigada pela indicação! Fiquei muiiito feliz!!




Boa semana!

sábado, fevereiro 14, 2009

Cada uma...

People, estou aqui navegando pela internê quando me deparo com a lista dos melhores vilões de todos os tempos. Aí vai:

Confira a lista dos melhores vilões de todo os tempos:

1º - Coringa, de Batman (1989) e Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008)
2º - George W. Bush
3º -Darth Vader, de Star Wars
4º - Freddy Krueger, de A Hora do Pesadelo
5º - Cruella De Vil (interpretada por Glenn Close), de 101 Dálmatas (1996)
6º - Richard Hillman (interpretado por Brian Capron), do seriado Coronation Street
7º - Anthony Gordon (interpretado por Gray O’Brien), do seriado East Enders
8º - Bruxa Má do Oeste (interpretada por Margaret Hamilton), de O Mágico de Oz (1939)
9º - Jaffar, de Aladdin (1992)
10º - Tubarão, de Tubarão (1975)
Gostei da lista (apesar de não conhecer os vilões das séries citadas) e concordo principalmente com o 1º, pois o Heath Ledger está absoluto no Batman - o Cavalheiro das Trevas (aliás, o melhor filme de super-herói que já assisti). A voz anasalada, o olhar frio, os trejeitos estranhos mas sem serem ridículos, enfim um psicopata frio, porém vestido de palhaço. O Jack Nicholson também foi bom, mas também com um Batman como o Michael Keaton até o Tom Cruise se sairia bem...

No mais, o Darth Vader está mais para carnaval do que vilão, depois de tanto tempo e tantas paródias, é impossível olhar para ele e não desatar a rir.

O Freddy Krueger - esse eu adorava na pré-adolescência. A Hora do Pesadelo era meu filme favorito. E aquelas garras do Freddy eram o máximo. Vão fazer um novo "A hora do pesadelo" em 2010, mas tenho a impressão de que as pessoas explodirão demais como balões de sangue como têm acontecido cada vez mais no cinema americano para o meu gosto...

O tubarão me dava pânico na infância - eu achava que iria entrar na água e sair sem pernas...

Os Dálmatas e Alladin não assisti, obrigada.

(quem consultaram para fazer essa lista? empresários quarentões? Não temos mais bons vilões ultimamente?)

Agora, prés tenção no vilão nº 2!

Desculpem os sérios de plantão, mas eu ri muito dessa surreal indicação... Ter o George Bush na mesma conta que a Cruela Cruel é realmente muuuuito interessante...


***
Dieta - OK até agora, segue o cardápio de hoje:

Café da manhã: café com leite

Almoço: Carne de soja, arroz integral (2 colheres), legumes cozidos (metade do prato), feijoada vegetariana (umas 2 colheres).

Café da tarde: Café com leite e pão com manteiga na chapa

Jantar - ainda não jantei...

(Michelle não me dê pito, please...)

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Estou preparando o chá de bebê, conversei com minha prima hoje e vamos fazer o seguinte:
  • Canto do Pânico com o caderninho para recordações
  • Vou fazer como no outro - colocar os morceguinhos, os gatos arrepiados, etc. revestindo um biombo - que na verdade será um protetor de sol para parabrisa - atrás estará escondido o caderninho para recordações que cada uma deverá escrever quando for castigada;
  • As mensagens do caderninho serão de boas vindas e bençãos para o bebê - e também poderão ser para a mamãe;
  • Farei flores de cartolina para serem colocadas nas blusas - não será permitido que as convidadas falem o nome da mãe, o nome do bebê e a palavra bebê - Quem falar perde a flor e vai para o canto do pânico;
  • Prepararei o caderno assim: azul, grande, com espaço para colocação de fotos dele, vou desmontar um livrinho que tenho do Snoopy e vou colar as historinhas no caderno - para ele ler quando souber ler (putz, vai durar até lá?), desenhos para colorir (animais, brinquedos, dinossauros etc.) e achei aqui um rolo de adesivos do filme Carros, que vai servir para ilustrar bem o caderninho.
  • Não faremos outras brincadeiras, apenas faremos uma oração para o parto e outra para o bebê no final.
  • Não faremos adivinhação de presentes -acho muito chato e demora muito...

O que vcs acham? Mais alguma idéia? Adorei a idéia do bolo de fraldas, se eu tiver espaço lá, vou fazer.

Ah, também vou também organizar um chá de cozinha (para a moça de quem vou ser madrinha), e para esse tive as seguintes idéias:

  • Nada das brincadeiras comuns;
  • Um monte de bebida de mulher - vou pegar umas receitas na internet de coquetéis (alcóolicos, please) bem coloridos e doces;
  • Depois que todas estiverem um tanto quanto bêbadas, podemos fazer o jogo da verdade com a garrafa de cerveja, sabem? Roda-se a garrafa, quando parar - quem estiver nos fundos da garrafa pergunta para quem está no gargalo da garrafa o que quiser - preferencialmente algo sobre sexo;
  • No final, estou pensando em servir uns chocolates eróticos, será que é muito vulgar? Só preciso descobrir onde vende...
  • Olha esses do kama-sutra que interessantes!

    No meu chá de cozinha convidei as amigas do trabalho e as amigas da faculdade para encher a cara num barzinho. Foi uma delícia! Elas me surpreenderam e me deram as coisinhas de casa que compramos, sabe? E aprontaram um monte! Me presentearam com um corpete vermelho incrível e uma calcinha impossivelmente minúscula (ah e pediram para o garçom me entregar! que mico! e ainda colocaram um pote de vaselina na caixa! rsrsrs) e os garçons começaram a sacanear e me deram um monte de drinks esquisitos de graça... foi bem engraçado e me diverti muito.

Também gostaria de receber idéias para o chá de cozinha... se vcs fizeram alguma coisa legal, me falem, por favor...

Pessoas, bom sábado e bom horário de inverno amanhã!

sexta-feira, fevereiro 13, 2009

Hoje é sexta-feira! dia de cerveja...

Aliás, nada de cerveja, dia de anfepramona.

Para evitar a depressão, simplesmente não me olhei no espelho hoje (espero não ter saído de casa com papel higiênico pendurado nas calças e remela nos zóio...).

Depois de uma crise de nervos, vamos voltar à pacata vida aqui na terra do nunca...

***

Livros:
Achei um negócio legal para a gente montar a biblioteca virtual de tudo que já leu, está lendo ou está relendo!! Finalmente vou saber tudo que já li e ainda não esqueci (pelo menos do título, né?)
Peguei o link no blog da Ana Maria segue o link:

http://www.skoob.com.br/

Entrem lá, acho que dá para adicionar amigos como no orkut! Meu nome lá é Dali.

Estava lendo a passos de tartaruga sem perna: Lestat, o vampiro (de novo!! ainda não acabei esse carma!), mas sabe, desisti mesmo! Esquece. O livro é bom, mas a Anne Rice detalha demais as coisas e em inglês o esforço de imaginação+o esforço de tradução+o esforço de concentração são demais para minha cabecinha... se a linguagem fosse menos detalhada, viraria mais facilmente. Tive o mesmo problema com O Vampiro Armand (ah, sim, deixa eu explicar, estou numa fase mega-vampiresca. Li uns 10 livros de vampiros nos últimos meses e deve ter mais uns 20 me esperando na prateleira!) e também com o Entrevista com o Vampiro, mas esse eu terminei por que gostei demais...
Então, ontem, apesar do Lestat estar legal a beça, coloquei-o de lado e peguei As Brumas de Avalon. Ah! que delícia! Que saudade da Morgana! Estou nas primeiras páginas e já estou adorando. É em inglês também, o que vai dificultar um pouco e demorar mais, mas a linguagem deste é mais fluída, mais leve acho (não gente, não se iludam, apesar da explosão do post anterior, ainda não troquei os blockbusters pelo Sócrates, pelo Platão ou pelo meu querido Nietzsche... foi só um desejo, mas que passou rápido rápido...)

***

No mais, a dieta melhorou:

Café da manhã: café com leite
Almoço: um salgado assado de palmito e chá verde (é... nem tão melhor assim)
Jantar: duas fatias de pão integral, uma colher de maionese, café com leite.

Academia:
*Ergométrica: 20 minutos (esqueci o livro em casa, então a paciência não me permitiu ficar mais...)
*Musculação
Total: 2 horas de exercício (não, não tenho paciência de ficar esperando 1 minuto (1 minuto inteiro!!!) entre cada série, então me contento em contar até 10 (quando a paciência permite) e recomeçar a série. E também não sigo o programa: se o instrutor manda fazer 10 repetições, faço 25. Se são 60 abdominais, faço 150.

E nada de olhar para o espelho!

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Bem, um bom fim de semana para vocês!

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Que droga!

Bom, estou hoje com uma vontade doida de pular de uma ponte, de dentro de um carro em movimento...
bom, vamos ao dramalhão mexicano:
Estou uma orca. (sim, eu sei, eu sei, isso todo mundo já sabe...tá bom, tá bom...), mas o que vcs não sabem (será que não sabem?? acho que já reclamei disso aqui um monte...) é que estou me entupindo de bolinhas, fazendo ginástica, comendo merda nenhuma e não emagreço nada. Uma tremenda porcaria. Então, não sei o que faço. Sério. Portanto, tomei algumas decisões hoje (de novo?!?):

1° - me sinto uma imbecil gorda comendo a cada 3 horas. Vou abolir isso.
2° - odeio barrinhas de cereais, são trecos altamente engordantes que a gente come se enganando de que está ajudando a emagrecer quando na verdade está fazendo com que sua coxa fique com a mesma aparência da porcaria da barrinha (putz, o que isso tem a ver?).
3° - que eu nunca mais vou comer nada, afinal, para quê serve comer nessa porcaria dessa vida??? Será que posso começar a beber o sangue dos mortais a partir de agora???

Falando sério: o que está errado comigo?

Cara, esse é um daqueles dias em que eu queria saber o que é usar drogas... será que seria legal? Será que eu seria menos idiota? nãooo, possivelmente e provavelmente MAIS idiota... mas sabe, tem horas em que eu queria de verdade sumir dessa porcaria desse planeta, sabe, sei lá, virar monge (monja ou monga? definitivamente monga seria muito mais apropriado...), ou largar tudo e ir pentear macaco na África...
Engraçado que a gente acha que não tem que se adaptar aos padrões que nos são impostos, tipo: vc tem que ser linda-magra-alta-loira-com-um-marido-sarado-e-ter-dois-filhos-lindos-além-de-um-emprego-divino-numa-mega-agência-de-publicidade-ser-rica-desencanada-fazer-as-unhas-regurlarmente-e-ter-a-maquiagem-imperturbável-mesmo-após-12-horas-de-trabalho, etc...
Aí vc percebe num mágico dia de verão (plim!) que não é nada disso e que jamais será nada disso (plim!plim!), então vc encontra seus caminhos nos submundos da humanidade: mulher(merda!mulher, não mais uma menina!!!)-baixinha-gordinha-cheia-de-celulite-com-olheiras-cansada-sem-vida-social-casada-sem-filhos-secretária-comum-nada-brilhante-não-descobriu-a-cura-para-câncer-e-não-escreveu-teses-famosas-nem-fez-nada-de-significativo-na-vida. Enfim, um desperdício de investimento e tempo em um ser humano medíocre, vivendo uma realidade medíocre...

ah... como eu queria ser disciplinada, inteligente, determinada, cheia de planos, cheia de vida! ah, sim, também queria ser linda-magra-alta-loira...

Mas também queria ter lido Nietzsche em vez de Anne Rice, Platão em vez de Gabriel Garcia Marques, Aristóteles em vez de Paulo Coelho (éca, desse eu me arrependo mesmo!!), Tolstói na minha adolescência em vez de Sidney Sheldon... enfim...

Eu queria ter a mesma certeza que todas as outras pessoas têm: de que há um porquê ou um destino ou algo ou alguém por trás das nossas vidas! Não consigo acreditar nisso! (nooossa, agora o dramalhão foi pesado!), enfim, queria ter algum dia a sensação de que não estou sozinha aqui e que alguém está me ouvindo em nenhum lugar desse universo! (ahá! vcs estão me ouvindo- quer dizer, lendo!! sabia que tinha alguma falha na minha lógica...)

Esses dias são daqueles dias (não, eu não estou na TPM - nem tudo são hormônios neste mundarél de estrogênio...) em que eu queria ter feito tudo diferente... ter virado hippie em vez de certinha, ou, ter feito doutorado em vez de ficar lendo best sellers pelos cantos, ou ser gostosa de plantão e passar o dia todo pensando em unhas, cabelos, massagens...

É povo, o que sei é que tudo o que fiz, o que busquei e quem sou me trouxe aqui, à essa bagaceira sem fim... e bem, estou me sentindo péssima com o resultado...

domingo, fevereiro 08, 2009

Amanhã de novo...

Obrigada por lerem meu conto. Não, não tenho a boba pretensão de lançar livros, pois livros custam dinheiro e no Brasil ninguém vive disso (tirando o Paulo Coelho e talvez o André Vianna), então, vou continuar postando contos e livros por aqui mesmo, assim já recebo as críticas on-line e não gasto meu rico dinheirinho com livros que não tem mercado... Já vai ter valido a pena se se alguém gostar de alguma coisa...

Ahá e quem sabe um dia não escrevo um livro chamado: "Como deixei de ser baleia para me tornar um esqueleto com peitos"??
hmmm, pensando bem acho que vai ser meio difícil pois acho que nunca serei um esqueleto (a não ser quando morrer) e definitivamente jamais terei peitos... É, espera aí, vou mudar o título do livro para algo mais verossímil : "Como fiquei magra depois de ter tentado todos os regimes que existem neste planeta e ter falhado em todos"... putz, esse título também não é bom, afinal se eu falhei em todos, como posso ter emagrecido? Será que nem títulos eu consigo criar para a realidade que quero alcançar? Freud explicaria minha inconsciente vontade de se auto-fuder? putz,, putz... O que diria o autor de "O Segredo"? Putz, putz...

Voltando ao planeta Terra: vou diminuir mais as calorias, estou emagrecendo muito devagar...
Entrei na academia e vou todos os dias sem parar até esses 20 kilos sumirem. Chega de me sentir uma orca. O remédio está ajudando um bocado, será que vou poder tomá-los por vários (e vários e vários) meses (ou anos, quem sabe?)?


Aluguei um vestido para o casamento, não gostei muito não, e depois achei um mais bonito para comprar. Será que é muita furada alugar? Será que dá para perceber que é alugado?

E bem, no mais tudo na mesma...

Magrita - pleeeeaaaasee, deixa a gente postar comentários no seu blog vai? Chorei de rir com seu comentário: "Afinal, eu devo estar possuída ou obsediada por um espírito obeso, que fica gritando o tempo todo na minha cabeça: "Só hoje, só mais um pedaço, amanhã eu começo". e eu, vou dando ouvidos..." pois me sinto assim todos os dias... se descobrir esse maldito espírito, me diga para eu poder dar cabo dele também, sei lá, chamar os caça-fantasmas ou algo assim...
No mais, fique bem logo menina (irmã-gêmea), estarei torcendo para vc ficar bem, ok?? E vou te rogar uma praga que eu mesma vou cumprir: Enquanto vc não liberar os posts lá, vou comentar seu blog aqui, viu? bem feito, vai ter comentários do mesmo jeito... rsrsrs

Um conto

Pessoal, vou publicar aqui um conto que escrevi outro dia, ok? Tem mais alguns, mas vou colocando conforme for passando pelo Controle de Qualidade aqui - pode demorar milênios - mas de qualquer forma, espero que vcs gostem pelo menos um pouquinho...

Infelizmente, os contos não saem de amor, beleza, alegria ou poesia. Acabam saindo darks, de terror ou suspense. Mas quem sabe um dia, heim??


beijos e aí vai.
Obs: o conto é meu, mas o desenho peguei na internet, no link abaixo: http://i237.photobucket.com/albums/ff96/Deko_TzM/Darkness.jpg


***


A noite penetrava nos ossos. Parecia que era noite sempre. Talvez fossem as nuvens sempre carregadas nesta região de montanhas, talvez apenas meu estado de espírito.
Olhar as trevas lá fora fazia com que me lembrasse de que a luz era hoje algo impossível. Mesmo em dias de sol (um sol pálido e frio, como todo esse lugar agourento), parecia que as trevas estendiam seus tentáculos em cada canto escuro, cada beco, como se para nos dizer que era impossível esquecê-la.
Nas montanhas era possível enxergar olhos de órbitas vazias, sombras de garras e o medo que se esconde a cada passo. Ontem eu ouvira pela primeira vez o barulho das asas.
Eu havia me acostumado com o medo. E havia me acostumado com a perda. Havia enterrado todos de minha família nos fundos da propriedade. Éramos uma grande família e em pouco tempo só restara eu. Naquela família, eu era a mais jovem e não demonstrava ter qualquer qualidade que não fossem a futilidade, a alegria e a vontade de viver. Ah, mas isso foi há muito tempo. Talvez em outra vida.
Hoje tudo eram trevas.
A velha feiticeira me avisou sobre o que aconteceria, mas não acreditei. Louca, disse-lhe de forma arrogante e dei de ombros. Foi na ocasião em que estive na vila comprando temperos a pedido de mamãe. Minhas amigas me cutucaram e disseram, entre risinhos, que aquela velha louca benzia as pessoas e dava de dizer sortilégios. Ela veio em nossa direção e eu paralisei. Ela apertou meu braço com dedos frios e me disse que eu iria morrer, assim como todos de minha família. E que isso aconteceria quando a vida viesse à luz.
- Louca!
-Você verá. Não há mais volta, o destino já consolidou sua linha.
- O que a senhora quer dizer?
Mas ela se virou e foi embora com seus passos lentos, sem olhar para trás.
Neste dia minha irmã deu a luz.
A propriedade que morávamos foi herdada de meu tio-avô e parecia agora amaldiçoada: nenhum ser vivo ficaria ali por mais do que uma geração. Minha família viveu nesta casa por 20 anos, quando minha irmã mais velha teve seu primeiro bebê. Pois com ele veio a morte.
O primeiro foi meu pai. Ele olhava pela janela apertando com mãos trêmulas e juntas brancas a velha pistola de cano decorado junto ao seu corpo, dizendo baixinho que estávamos sendo vigiados. Depois parou de se barbear, andava com o cabelo desgrenhado, parecendo uma grande auréola branca que contornava sua cabeça e se espetava em todas as direções e balbuciava palavras como “asas” e “olhos brilhando na escuridão”. E uma noite saiu de casa e não voltou. Achamos seu corpo em uma pedra de aparência quadrada, próximo ao Riacho, sete dias depois de seu desaparecimento. Tínhamos a sensação de termos procurando naquele lugar diversas vezes e não termos encontrado nada. Mas o estado do corpo demonstrava que havia morrido na primeira noite. Quando encontramos seu corpo, minha irmã Ellen, a mais velha, admitiu ter ouvido barulho de asas em sua janela na noite em que papai desapareceu.
E então foi Ellen quem começou a vê-los. Começou com olhares assustados pelas janelas durante as refeições, que evoluiu para uma situação em que ela parecia olhar “através” de nós sem nos enxergar de absoluto. Acreditamos se tratar de nova doença que as senhoras da vila chamavam de ”febre de sangue” e mamãe trouxe o padre para benzê-la e dar-lhe algumas palavras de orientação. Ela ouviu e permaneceu calada, mas naquela noite acordei com seus gritos. Eram gritos de pavor, gritos horríveis. Corremos para seu quarto e ela estava encharcada de suor e seus olhos arregalados não desgrudaram da janela escura. Gritou palavras desconexas como “asas batendo”, “demônios” e “maldição”. Depois disso ela nunca mais foi a mesma. Não fazia mais suas refeições à mesa e deixava sua cama por fazer por toda a manhã, enquanto riscava desenhos furiosos em um velho livro. Depois de um mês da morte de papai, percebemos que ela não estava em seu quarto. A procura envolveu alguns aldeões e durou 6 dias. Encontramos seu corpo na mesma pedra.
E nesta noite mamãe ouviu as asas pela primeira vez. Trancamos janelas e encostamos móveis nas portas. Paramos de ir ao vilarejo e passamos a comer o resultado da pequena horta que tínhamos nos fundos. Ficávamos observando-a dia e noite e olhávamos as janelas assustadas quando ela levantava para elas seus grandes olhos tristes. Ela não reclamava e não parecia estar com medo, mas de alguma forma letárgica demais pelos lutos sobrepostos. E então começaram os gritos à noite. Dormíamos com ela, mas nunca ouvimos nada além de seus gritos. Deixávamos apenas que a Susi ficasse no pequeno quartinho dos fundos, pois o bebê era muito sensível e passava horas assustado quando era acordado por esses gritos. Com tanto medo e as perdas de papai e de minha irmã, acabamos relegando o bebê aos cuidados e atenções de sua mãe apenas. O marido de Susi morreu de febre tifóide pouco depois que ela descobriu a gravidez. Então ela voltou para nossa casa para que pudéssemos ajudar a criar a criança. Era um bonito menino, de olhos sérios, como se soubessem os mistérios do mundo. Raramente chorava e passava a maior parte do tempo olhando para as pessoas, da forma como olham os adultos. Ela se ocupava dele, apesar de a encontrarmos limpando lágrimas furtivas o tempo todo.
A passagem de minha mãe foi a mais demorada. Talvez por que ela não tenha cedido ao pavor durante o dia, creio que foi mais difícil para eles a levarem. Apenas quando dormia que tinha pesadelos apavorantes e acordava gritando. Ela ficou toda a primavera assim. Parou de comer aos poucos e ficava em uma poltrona até não suportar mais o sono e fechar os olhos. E então acordava estremecendo e olhava assustada para as janelas. Nós só enxergávamos a escuridão, mas ela estremecia e uma sombra passava por seus olhos. Dormíamos onde ela dormia, e ultimamente dormíamos as três sentadas na sala. E quando ela já não era mais do que só ossos, acordamos sobressaltadas com a sensação de sua poltrona vazia. A porta de entrava estava aberta e corremos para o ar gelado gritando a plenos pulmões por sua volta. Não adiantou. No dia seguinte corremos até a pedra. Ela não estava lá. Não pedimos ajuda na busca. Voltamos à pedra todos os dias, até que no 5° dia seu corpo estava lá, como os outros.
Nós mesmas a enterramos.
E trancamos a casa de novo.
Nesta noite, passamos todas as horas frias olhando através das janelas e temendo pela pessoa que ouviria o barulho. Sobressaltávamos-nos a cada pio de coruja, a cada coaxar de sapo. E pela manhã ainda estávamos com os olhos marejados de lágrimas grudados nas janelas e com um tênue alívio por não termos ouvido nada.
Passamos mais alguns dias sobressaltadas e chorosas, mas depois de duas semanas tive coragem de ir ao vilarejo para comprar comida com as economias deixadas por papai. Procurei em vão pela feiticeira, que alguns diziam ter morrido.
Quando voltava para casa pelo caminho de terra batida, olhei para o céu carregado e pensei que talvez agora pudéssemos chorar nossos mortos. Mas a feiticeira estava me aguardando na viela de terra batida, próxima ao grande salgueiro. Sua aparecência era decrépita, os poucos cabelos brancos mal cobriam o couro branco e cascudo, os olhos sem brilho estavam cobertos por uma nuvem branca. Corri em sua direção e sem pensar nas palavras que me saíam desesperadas pela boca, disse-lhe que se ela não tirasse a maldição de minha família eu iria sangrá-la como um porco. Mas ela com a calma daqueles que já viveram mais do que jamais desejaram, explicou-me com sua boca murcha que não havia colocado maldição alguma em nenhum de nós. E disse que aquilo que enfrentávamos não era de origem humana. E então, ela me disse três palavras que se enfiaram em meu peito com a força e a dor lacerante de uma adaga:
-Mate o bebê.
O choque de ouvir isso paralisou minha boca aberta antes de emitir a próxima sentença. Ela tirou minhas mãos de seus braços com uma força que eu não esperava e afastou-se uns poucos passos. Aproximou-se do salgueiro olhando-me com seus olhos esbranquiçados. Lágrimas rolavam por minhas faces quando retomei o controle sobre minhas pernas. Corri para o mais longe dela possível, corri até derrubar as compras pelo caminho e minhas pernas queimarem do esforço. Corri até meus joelhos falsearem e eu cair na terra seca. Minhas lágrimas se misturaram com o pó e pareceu-me que estava chorando sangue. Como alguém poderia proferir uma sentença como aquela? Como um filho de Deus poderia ordenar o assassínio de um inocente? De um ser indefeso, sangue de meu próprio sangue? Depois de todas as mortes que tivemos, de toda a dor que passamos, como um ser humano poderia dizer que a solução seria mais uma morte e que essa morte deveria ser daquele que entre nós era o mais inocente? Milhares de perguntas invadiam minha cabeça enquanto meu peito queimava, o ódio, o choque, o pecado mortal que essa mulher tinha sentenciado, a repulsa e tristeza torturavam meu coração e faziam meus olhos queimarem. Não queria me levantar nunca mais, nunca mais abrir os olhos, nunca mais cavar a terra para jogar dentro os corpos daqueles que eu amava. Não queria voltar para a casa que agora tinha mais fantasmas que pessoas, mais lembranças torturantes que expectativas de vida. O encontro com a velha bruxa dilacerou todas as feridas. E sua ordem aviltante atormentava minha cabeça e me deixava com o estômago revirado.
Uma chuva grossa desabou e me fiquei no chão tremendo de frio, de medo e tristeza, até que consegui me levantar e cambalear para casa, suja, com a saia enlameada e o peito oco.
Cheguei ao fim do entardecer, na traiçoeira luz do lusco-fusco. Milla e Cristy estavam na porta esperando meu retorno. Estavam pálidas e seus olhos brilharam com um breve alívio e em seguida com um ódio ultrajante quando me viram se aproximar. Depois viram minhas roupas e seus rostos ficaram preocupados novamente. Falei que nada havia acontecido, mas que eu havia me perdido, e que no caminho havia perdido também a comida e o dinheiro que nos restavam. Milla perdeu a cabeça. Nunca a vi desta forma. Ela sempre foi a pessoa mais calma e equilibrada naquela casa. Falei para ela que amanhã eu voltaria ao vilarejo e compraria tudo de novo, pois venderia um dos broches da mamãe ao velho relojoeiro.
Mas eu nunca voltei.
Nesta noite acordamos com os mesmos gritos. Levantamos, acendemos as velas e saímos desesperadas, batendo umas nas outras e perguntando quem havia gritado. Depois de muita confusão, percebemos que a Susi não estava entre nós, pois nesta noite ela havia decidido voltar a dormir no quarto dos fundos, com o bebê. Corremos até lá e a encontramos com o conhecido olhar de terror e molhada de suor. E ela nos contou aos gritos que ouviu as asas no dia do enterro da mamãe, mas não teve coragem de contar para ninguém e que desde então seu terror pertencia só a ela pois ela acreditava que se não contasse para ninguém, talvez tudo isso acabasse. Mas não acabou. Só então percebemos o quanto emagrecera e quão fundos estavam seus olhos. E então tudo aconteceu de novo.
Susi foi encontrada sobre a pedra no 4° dia. Cristy no 3°. E Milla no 2°.
E então eu sabia que eu seria a próxima.
Foi na noite em que enterrei a Milla. Coloquei as pedras sobre seu túmulo e não me dei ao trabalho de fazer o crucifixo de madeira para pôr sobre seu corpo. Ao colocar a última pedra, virei-me de forma fria e automática e peguei em meus braços o bebê que estava sentado no chão, ao lado do túmulo. E desde que Susi se fora, ficamos nós a cuidar dele. Ele estava agora com quase um ano. Era difícil dizer, perdemos a contagem das estações, dos dias... Era uma criança quieta e possuía um olhar estranho, como se fosse um adulto em um corpo infante. Muitas vezes seu olhar provocava-me calafrios, mas eu não conseguia compreender por que.
Nesta noite deite-me com ele na cama de mamãe, no quarto maior. Sonhei que andava por uma viela escura e que um lodo carmim escorria das paredes. No outro extremo do corredor, alguém me esperava. Mas eu não podia vê-lo. Caminhei em sua direção e ele parecia cada vez mais longe, acelerei o passo e o cheiro ocre de sangue invadiu minhas narinas. De onde vinha? Das paredes? Do que estava dentro dos prédios? O corredor parecia não ter fim e as paredes começaram a me oprimir. Corri. Senti que alguém me perseguia. Não tive coragem de olhar para trás. Corri mais rápido. A pessoa que eu queria alcançar agora também corria. O cheiro de sangue estava em minha garganta, em minhas mãos... e então, quando olhei novamente pra frente um enorme e assustador vulto com o dobro de meu tamanho apareceu a centímetros de meu rosto. E ele abriu enormes asas negras.
Acordei gritando e percebi que um grande vulto negro se afastava da janela. Suas asas roçaram a madeira antiga do parapeito da janela colonial, e o ar se agitou em grandes golfadas ao seu movimento.
Meu coração disparou ao ouvir o som. O chiado do arrastar das penas na madeira, o ar se movimentando de forma rápida, ruidosa.
Olhei para o bebê. Ele me fitava calmamente, com seus grandes olhos frios.
***
As noites tornaram-se variações deste mesmo sonho. Algumas vezes eu precisava alcançar a pessoa no final do beco, outras vezes dentro de uma casa abandonada. E então, sempre aquele grande vulto se interpunha no caminho de forma inesperada. Eu não conseguia vê-lo, conseguia apenas senti-lo. Era como uma grande presença opressora, um ser sem face, sem alma.
Percebi também que a busca foi-se tornando mais curta, que a “presença” aparecia cada vez mais cedo, o que me obrigou a dormir cada vez menos. Peguei a velha pistola de papai e passava o da todo com ele enfiado no avental ou na saia. Dormia com ela de um lado e o bebê do outro. Uma noite acordei e vi o vulto na janela. Mirei e disparei. A explosão de pólvora queimou minha mão e estilhaçou a grande vidraça em milhões de pequenos cacos. O barulho do tiro e o vidro espatifando ficou em minha cabeça por dias. Não voltei a dormir neste quarto, pois temia ter possibilitado a entrada daquele monstro ao quarto.
Comecei a dormir no quartinho dos fundos, onde Susi dormia com o bebê. Nesta noite, ao colocá-lo na cama pensei em algo que me deu mais um golpe de dor no coração tão cheio de cicatrizes. O bebê não tinha nome! Tanta coisa aconteceu nesta casa que não fomos capazes de dar-lhe um nome.! Mas agora, isso já não importava mais. Se sobrevivêssemos, eu colocaria nele o nome de meu pai.
Um dia olhei para o cemitério e pensei em algo muito óbvio, mas que não havia me ocorrido até então: Fugir. O pensamento desencadeou a ação imediata, pois não haviam malas, roupas ou lembranças para carregar. Apertei o bebê nos braços, peguei um casaco para o frio e disparei mata adentro em direção da vila. A estrada de terra batida havia sumido. Tudo havia sido consumido pelo mato. Corri em direção ao que eu achava seria a vila, mas acabei de frente para a pedra onde cada membro de minha família, um a um, foi encontrado. Pelos meus cálculos, a pedra ficava exatamente ao contrário do local que levava ao vilarejo. Virei às costas para a pedra e corri novamente. Depois de umas duas correndo, andando e afastando o mato, cheguei de novo à mesma maldita pedra. Não agüentei. Algo arrebentou dentro de mim. Coloquei o bebê no chão e me joguei sobre a pedra, chorando convulsivamente. Chorei de raiva. Chorei de medo. E chorei de desespero. Olhei para o outro lado. Onde estava a casa? Onde estava a vila? Tive a sensação de vislumbrar o brilho de dois olhos ferozes na floresta que ficava do outro lado do riacho. Outro brilho. Mais olhos. Pisquei, o coração disparou, olhei de novo. Mas ao olhar com mais atenção, não havia nada. Estiquei as mãos sobre a pedra onde toda minha família pereceu... eles haviam sofrido? Como haviam morrido? Olhei rapidamente para trás, procurando. O bebê estava quieto, sentado. Mas ele parecia tranquilo. Como podia?
O sol estava alto,estava me sentindo exausta, estava começando a ficar com fome, cansada e meus pés estavam sangrando. Tirei os sapatos e olhei meus dedos: pedaços de madeira, pedras e terra estavam grudados em um sangue grosso e escuro. Sem perceber, sentei-me sobre a pedra. E então algo aconteceu. Uma grande paz me alcançou e eu ouvi sussurros que me lembraram a voz doce de mamãe, a voz baixa e grave de papai e as risadas abafadas das minhas queridas irmãs. Era como se todos estivessem reunidos, em algum lugar ali perto, como seu eu pudesse ouvi-los por trás de um fino véu... Derramei lágrimas sinceras, lágrimas de saudade, lágrimas de alegria por ouvir suas tão preciosas vozes. E então o choro estridente do bebê me fez ficar em pé em um salto. Ele chorou como se tivesse sido picado por uma serpente, então puxei-o e o examinei desesperadamente, procurando pelo local de sua dor. Então ele foi se acalmando e ficou quietinho, me encarando com aqueles estranhos olhos. Olhei novamente para a pedra, depois levantei os olhos bem devagar para o local onde vi os olhos e só então para o lugar de onde pareciam vir as vozes. Não havia nada, apenas o silêncio. Nenhum passarinho cantava, nem as folhas pareciam se mover. Resolvi voltar para casa.
Encontrei a casa sem dificuldades, mas eu já pressentira que achar a casa seria fácil. Eu não acharia uma saída para aquilo tudo, mas um retorno eu encontraria com certeza.
Alimentei o bebê e ele continuou me encarando com seus olhos profundos, silenciosos. Um calafrio percorreu minha coluna.
Já estava anoitecendo. Arrumei a cama e coloquei-o para dormir. Assim que ele dormiu, me deitei ao seu lado. Em menos do que pareceu um minuto, um longo corredor cheio de celas estava diante de mim. Homens gritavam de agonia. Havia celas dos dois lados e no final do corredor eu sabia que iria encontrá-lo. Ele estava lá, de costas como sempre. Comecei a andar em sua direção, mas uma mão fria segurou meu pulso. O cheiro de sangue invadiu meu nariz, minha garganta. Olhei rapidamente para trás e me arrependi de ver a pessoa que estava atrás das barras de ferro, gemendo tormentos eternos. Seus olhos torturados me apavoraram e eu me soltei de seus dedos descarnados e corri. Mãos saltavam das barras agora e tentavam me segurar, batiam em meus braços, puxavam meus cabelos. O gosto de sangue em minha boa aumentou e eu corri desesperadamente em direção a ele. Atrás de mim, senti a presença daquilo que eu mais temia. Corri mais, desviei de mais mãos, suas unhas rasgavam minhas roupas, o sangue brotava em minha pele em milhares de riscos, trinquei os dentes para o gosto diminuir, mas ele aumentava conforme eu corria. E então, pela primeira vez, percebi que a presença que eu buscava estava agora muito próxima, a alguns passos de distância. Eu soube que ele me aguardava. Corri os últimos passos com mais intensidade e joguei minha mão em direção de seu ombro.
Ele se virou lentamente.
E então eu vi.
Seu rosto era o rosto do bebê.
O choque me fez abrir os olhos e ouvir o alto barulho das asas sobre mim. Aterrorizada, senti o abrupto levantar de meu corpo para longe da cama.

segunda-feira, fevereiro 02, 2009

Edward Cullen

Povo, já falei desse livro aqui, mas como tenho a desculpa de relê-lo em inglês (meus livros novos chegaram dos Istaites!!!), estou de novo enfiada na saga Twilight (Crespúsculo - estou esnobe, agora o Crespúsculo virou Twilight!)...

Vou falar para vc o que já falei antes: é um livro de entretenimento, tipo Harry Potter (O Ministério da Bobalogia Adverte: Não Esperem Explicações Para os Mistérios do Mundo!) mas sabem, o Edward Cullen é o personagem mais gostoso que eu já conheci na vida, quer dizer, em algum livro!!! Portanto, meninas, vale a pena ler! e agora, reler! Como disse a amiga Elizabeth, ele é o namorado que toda menina merece ter na vida e ler aquilo é voltar para a adolescência, voltar para a escola, entrar naqueles estacionamentos lotados, ouvir as risadas, apitos e correrias, encarar aquele monte de aulas insuportáveis e professores babentos, mas com uma vantagem que nenhuma de nós nunca teve aos 14 anos (é, até os 14, por que aos 15 encontrei meu maridão, né?): em vez de encontrar uma cambada de adolescentes abobalhados, compridos, desajeitados e cheios de espinhas no nariz, dar de cara com um deus grego delicioso...

Então vou dedicar esse post a esse deus grego, ok? Segue até uma foto do filme para papel de parede... (se bem que na nossa imaginação ele é até mais lindo que isso, afinal o menino aí é muito menino...).

***

No mais, depois que eu acabar o Twilight (rsrs) vou ler as "Brumas de Avalon". Lembram??? Eu li faz uns 10 anos então quero ver o que acho dessa vez... comprei um livrão capa dura em que já estão os quatro livros juntos, deve ter umas 1000 páginas... chegou junto com este último pacote de livros... junto com o "Dewey - um gato entre livros", "Blood Brothers" da Nora Roberts (que a idiota aqui comprou dois iguais - devo ter colocado no carrinho duas vezes, é mole??), além do Twilight (agora tenho em inglês e português!! rsrs) e acho que mais alguma coisa... tenho que ir lá ver...

...é... agora já não tenho mais prateleiras... os livros estão todos amontoados uns por cima dos outros...

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Graças a minha maravilhosa anfepramona, estou comendo muito pouco e olhe, se bobear, nem lembro de comer... não é maravilhoso??? vou lá ver se emagreci, ok?
ichi...

74,4kg. Bom, foram 3,6 kilos embora...é... mas pensei que estava com 72... mas ok, vamos em frente... hummm, fiquei chateada com o peso... saco...

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Vou preparar o chá de bebê de uma amiga. Será um menino e vou sapear umas coisas para fazer no chá... detesto aquelas brincadeiras de pintar a cara, pintar a barriga, imitar macaco... argh... o último que organizei inventei um negócio chamado "Canto do Pânico". Cada uma que tinha que pagar um castigo ia para o canto do pânico... Era um canto fechado com uns biombos de papelão revestido, cheio de figuras de morcegos e gatos arrepiados. Quando a pessoa dava a volta (a mãe não podia ver) tinha um diário cor-de-rosa em cima de uma mesa, adesivos coloridos, canetas coloridas e mais um monte de frufrus. Cada uma era convidada a deixar uma mensagem de boas vindas à menina que nasceria. Aí cada uma escrevia suas boas vindas, colava desenhos, figuras, escrevia poesias ou se simplesmente estivesse sem nenhuma inspiração, colava uma poesia pronta que estava lá para este fim mesmo... Assim quando a menina tiver idade para ler e escrever, vai ter um diário cheio de boas energias e coisas que pessoas desejaram para ela antes mesmo de ela nascer (teve uma criança que escreveu que queria ser amiga dela quando ela nascesse, olha que fofa!) e acho que quando ela crescer, vai achar legal, né?

Agora, para um menino, vou ter que pensar em alguns jogos para serem escritos num caderno bem maneiro para ele ver quando crescer né? o que vcs acham? O que mais seria legal num chá de bebê de menino??

***

No mais, depois eu posto os contos aqui... esqueci...