
Acabei de ler Noturno de Guilhermo Del Toro e Chuck Hogan.
Adorei o Labirinto do Fauno e quando soube que o diretor deste filme havia escrito um livro sobre vampiros eu fiquei doida. Até que comprei e li nesta semana.
A história se passa em N. York, quando um avião comercial pousa e é totalmente apagado após o pouso. Após a vistoria inicial, algo perturbador acontece com os ocupantes da aeronave (não, não vou contar o quê) e o Centro de Controle de Doenças é chamado. O Dr. Eph Goodweather entra na história (um dos protagonistas da trama - dividida entre inúmeras narrativas) e acontecimentos cada vez mais bizarros começam a acontecer, mesmo diante de olhos céticos de cientistas e médicos que estudam o fenômeno. Um Eclipse toma conta da cidade na seqüência, como um prelúdio das trevas.
A capa do livro anuncia que "Manhattan será destruída em uma semana. Em um mês, os EUA. Em dois meses, o mundo.
(mas não tenho como deixar de perguntar - se os vampiros destruírem o mundo, vão se alimentar de quê?).
E bem, os vampiros aparecem neste livro bem à moda Bram Stoker, seres horripilantes (o horripilante era diferente do horripilante de hoje, então eles são um pouco diferente daqueles...) como monstros impiedosos, sanguessugas que só pensam em se alimentar, nada mais.
Se vc não quer ler **spoilers**, não leia a partir de agora, ok?
O controle epidemiológico é chamado para verificar por que todos no avião estão mortos. A partir daí a história se desenrola através do ponto de vista de diversos personagens diferentes, que tomam contato com os mortos do avião, com os sobreviventes, com os entes queridos que retornam para casa após o incidente do avião e bem, a história se desenrola até o final, quando as coisas vão tomando corpo e dão margem no final para a continuação - será uma trilogia chamada "Trilogia da Escuridão". Algumas coisas não são explicadas neste livro, como o misterioso ricaço que faz o "acordo" com o Mestre, o Sétimo vampiro de um clã tão antigo quanto a humanidade.
Os vampiros demoram um bocado para serem "apresentados".
Apesar de trazer muitos dos mitos de volta, diferem em algumas coisas meio elementares como a temperatura (alta, em torno de 45 - 50 graus), a cor do sangue (branco) e sobre a forma de se comportar. Eles são muito mais zumbis do que vampiros. São pálidos, os "vermes" que os tornam vampiros andam por suas veias e podem ser vistos algumas vezes através de suas peles translúcidas. Não são inteligentes, sedutores ou qualquer outra coisa que acompanhou a lenda ao longo dos anos, aliás, são muito, muito parecidos com os zumbis de "Eu sou a Lenda" (que se considerarmos o livro são também vampiros). Só que eles são iguais aos zumbies do filme, não aos vampiros do livro... hmmm, tenderam???
A explicação para o "vírus" vampiresco é bem legal, tipo um câncer que toma o organismo, como um hospedeiro que precisa se alimentar e replicar, tomando os órgãos e criando um outro sistema - sem precisar que o coração bata, os pulmões funcionem etc. - o vírus morre na luz do sol, matando o hospedeiro, etc. Isso é bem legal. No mais, o livro em alguns momentos enjoa de tanto suspense que tenta criar em cima dos monstros ou dos acontecimentos, cortando as cenas nos momentos de maior suspense.
Legal. Mas não fiquei desesperada para ler as continuações...